segunda-feira, 17 de junho de 2019

O ritual de fumar “cannabis” tem (pelo menos) 2500 anos (...)


É uma das plantas cultivadas mais antigas, mas não se sabia quando é que começou a ser usada pelas suas propriedades psicoactivas. Uma descoberta em oito túmulos no Oeste da China coloca as origens do ritual de fumar cannabis no alto das montanhas Pamir.


O braseiro de madeira com pedras usado em cerimónias fúnebres XINHUA WU

Uma equipa de investigadores encontrou a assinatura química da cannabis em pequenos artefactos de madeira enterrados ao lado das ossadas em túmulos do cemitério Jirzankal, na China. Os investigadores arriscam dizer que a cannabis seria inalada e usada nas cerimónias fúnebres como meio para comunicar com entidades divinas ou com os mortos. Uma das surpresas foi o facto de os vestígios encontrados pertencerem a uma variedade de cannabis com elevados níveis de THC (tetra-hidrocanabinol), a principal substância psicoactiva nesta planta. A história é contada num artigo publicado esta quarta-feira na revista Science Advances.

A cannabis “é uma das drogas psicoactivas mais utilizadas no mundo actualmente, mas pouco se sabe o sobre o seu uso como psicoactivo ou sobre quando é que as plantas cultivadas desenvolveram o traço fenotípico de aumento da produção de compostos especializados”, começam por constatar os cientistas.

Faltam provas arqueológicas que confirmem o consumo ritualizado desta droga e a descoberta feita no cemitério Jirzankal, nas montanhas Pamir, será um importante contributo para reconstituir as origens deste consumo que é hoje mundialmente famoso. “Aqui, apresentamos algumas das primeiras provas directamente datadas e verificadas cientificamente sobre o ritual de fumar cannabis”, lê-se no artigo que apresenta os resultados de análises que indicam que as plantas eram queimadas em “braseiros” (artefactos de madeira com pedras) nos funerais realizados naquele cemitério criado 500 anos a.C. na região oriental do maciço de Pamir.

Numa conferência de imprensa, Robert Spengler, do Departamento de Arqueologia do Instituto Max Planck (Alemanha), esclareceu que o que “é novo” neste trabalho é precisamente a ligação que é possível fazer entre a cannabis e o consumo por causa das suas propriedades psicoactivas. “Esta é a prova mais antiga que temos do ritual de fumar cannabis na região da Ásia”, disse, acrescentando que fica em aberto se esta potente variedade (por apresentar elevadas concentrações de THC) foi (ou não) propositadamente cultivada pelo homem. “Pode tratar-se de uma variedade selvagem ou ter sido o homem que de alguma forma provocou o aumento destes compostos químicos na planta”, questionou.


Uma das sepulturas com um braseiro e um esqueleto humano XINHUA WU

Foi Yimin Yang, investigador na Universidade da Academia das Ciências da China e no Instituto Max Planck, que apresentou o cenário que coloca o consumo de cannabis no alto das montanhas num ritual em que seria usada como meio para comunicar com entidades divinas ou com os mortos. Assim, as pedras seriam aquecidas, depois transferidas para os queimadores de madeira e, nessa altura, as pessoas em volta inalavam o fumo. Nos vestígios analisados foram encontrados biomarcadores da planta cannabis sativa, mas não havia qualquer sinal de sementes, acrescenta.

A presença da versátil planta cannabis sativa na região da Ásia já tinha sido notada e documentada antes, existindo algumas provas que indicam que o cultivo de algumas variedades terá começado quatro mil anos a.C. (ou seja, há mais de 6000 anos). É uma das mais antigas plantas cultivadas no Leste da Ásia. No entanto, tudo indica que se tratava de versões com concentrações muito baixas de THC e serviriam apenas para a produção de sementes e fibras. “A espécie cannabis sativa é uma planta muito diversificada”, sublinhou Robert Spengler, dando o exemplo do cânhamo Hemp, uma variedade com concentrações muito reduzidas de THC e que serve para fins industriais, como a indústria têxtil. E esse rasto da canábis é antigo.


O investigador confirmou, no entanto, que sobre o ritual de fumar esta droga existe pouco mais do que umas passagens nos registos escritos do antigo historiador grego Heródoto (485-420 a. C.). Com os novos métodos de análise foi possível isolar os compostos químicos encontrados nas pedras dos queimadores descobertos durante uma escavação levada a cabo por uma equipa de arqueólogos da Academia Chinesa de Ciências Sociais. E ali se encontrou a “assinatura química” de uma potente versão de canábis que será a prova mais antiga do seu uso pelas suas propriedades psicoactivas.


Uma das sepulturas com um braseiro e um esqueleto humano XINHUA WU

O comunicado de imprensa do Instituto Max Planck refere ainda que alguns dos esqueletos e objectos encontrados no local apresentavam características que se assemelham às dos povos contemporâneos mais a oeste na Ásia Central. “Além disso, estudos de isótopos estáveis ​​sobre os ossos humanos do cemitério mostram que nem todas as pessoas enterradas lá cresceram localmente”, refere o documento, concluindo que os dados encaixam na ideia de que as montanhas desta região tenham tido “um papel fundamental nas primeiras trocas transasiáticas”. “De facto, a região do Pamir, hoje tão remota, pode uma vez ter estado junto a uma importante e antiga rota comercial da Rota da Seda.”

Na conferência de imprensa, Robert Spengler também falou desta hipótese, sublinhando que esta rota foi nalguns momentos da história um dos mais importantes veículos da disseminação cultural no mundo antigo. “As rotas de intercâmbio da antiga Rota da Seda funcionavam mais como os raios de uma roda de carroça do que uma estrada de longa distância”, explicou o investigador. E a canábis terá sido uma das muitas tradições culturais que se terá espalhado com a ajuda desta antiga rede comercial.

Apesar de não ser possível dizer se as pessoas enterradas no cemitério de Jirzankal cultivavam ou apenas encontravam e colhiam esta variedade especial de canábis, o facto de terem elevadas concentrações de THC poderá ser explicado com a posição geográfica. “Uma teoria é que as plantas de canábis produzirão maiores quantidades de compostos activos em resposta ao aumento da radiação UV e outros factores de stress relacionados com o crescimento em altitudes mais elevadas”, nota o comunicado de imprensa, considerando plausível que pessoas que andavam pelas regiões montanhosas pudessem descobrir “plantas selvagens mais potentes e iniciar um novo tipo de uso da planta”.


Yiming Yang reforça que, tendo em conta todos os sinais, deveremos estar perante um ritual numa cerimónia fúnebre mas admite que a canábis possa ter tido outros usos na sociedade, como, por exemplo, o medicinal. É bastante provável que já nessa altura tenham percebido a capacidade para tratar uma variedade de doenças e sintomas. “Este estudo do uso antigo de canábis ajuda-nos a entender as primeiras práticas culturais humanas e fala sobre a consciência humana intuitiva dos fitoquímicos naturais nas plantas.”
-----------------
Fonte: Jornal "O Público - Portugal

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Os 7 melhores produtos de beleza á base de Cannabis (...)


Os produtos de beleza com substâncias não-psicoactivas da cannabis na sua composição não são uma novidade, mas a verdade é que nos últimos anos o seu uso tem-se tornado mais frequente e as marcas apostam cada vez mais nestas fórmulas, cujas vantagens para a derme estão mais do que comprovadas.

Portanto, se nunca utilizou cosméticos com esta planta, aproveite para conhecer aqui os 7 melhores produtos de beleza à base de cannabis, para que possa experimentar e testar você mesmo os efeitos benéficos desta planta na sua pele.



7 MELHORES PRODUTOS DE BELEZA À BASE DE CANNABIS
O consumo de cannabis e os benefícios desse consumo podem ser um tema polémica e controverso, mas já está longe de ser um tabu na sociedade atual. O cada vez maior número de estudos relativos ao CBD/canabinóides, um dos componentes químicos da planta, têm mostrado as potencialidades da cannabis para controlar sintomas/doenças como esclerose múltipla, enfartes, epilepsia, dores crónicas e neuropáticas (nomeadamente, stress e ansiedade).

As vantagens desta planta parecem, também, estender-se aos cuidados e tratamentos de pele, daí que, nos últimos tempos, marcas como a MGC Derma tenham utilizado nos seus produtos técnicas modernas que separam os canabinóides da restante planta, usando apenas o CBD, tirando partido de todas as suas propriedades curativas e regeneradoras, especialmente indicadas para doenças de pele inflamatórias, como o eczema e a acne.

1. RADIANCE FACE OIL, EVE LOM
Este é um super concentrado, leve e de rápida absorção. Serve para hidratar, acalmar e prevenir as rugas do rosto, com um efeito que dura até 12 horas. Na sua composição, pode encontrar-se óleos de semente de cânhamo, abissínia e abacate, além de vitamina C, para um efeito antioxidante.


2. PURIFYING ORGANIC HEMP FACE MASK, OPTIAT
Esta é uma máscara em pó, ótima para tornar a sua pele mais macia. Para tal, só precisa de misturar uma colher do concentrado em água morna e aplicar a solução no rosto, massajando. O efeito desta máscara deve-se, essencialmente, à sua composição. Da fórmula, constam pequenas cascas de cânhamo que além de terem vitamina D, ajudam a esfoliar a pele. Além disso, os óleos de semente de cânhamo, argila bentonita e carvão suavizam a pele, devolvendo-lhe o brilho e luz que tanto deseja.




3. CBD & HYALURONIC FACIAL PH BALANCE TONER FOR OILY SKIN, MGC
Na lista dos melhores produtos de beleza à base de cannabis, também há espaço para cosméticos de limpeza. Para quem deseja uma pele mais jovem e fresca, nada como apostar neste tónico da MGC. Para isso, contém ingredientes como o ácido hialurónico e o óleo de CBD/canabidiol- principal responsável pela hidratação e controlo da oleosidade da pele.


4. NUTRIENT DAY CREAM SPF 30, JOSH ROSEBROOK
Todos precisamos de um creme hidratante com proteção solar, de preferência com FPS 30. Mas ninguém gosta daqueles que deixam a pele oleosa ou brilhante, certo? Então, escolha este produto da Josh Rosebrook, para um acabamento mate e um efeito que dura 24 horas. Este creme é composto, nomeadamente, por extrato de aloé vera, camomila, óleos de semente de cânhamo, jojoba, amêndoa, abacate e semente de uva. Se a camomila ajuda a acalmar a epiderme, os óleos são responsáveis por hidratar, nutrir, proteger e regenerar a pele, assumindo uma ação anti-inflamatória e antioxidante.

5. REVITALIXIR RECOVERY SERUM, MURAD
Prepare-se para um sérum verdadeiramente eficaz, sem parabenos ou ftalatos. A sua fórmula tem óleo de CBD – responsável por hidratar a pele e torná-la mais suave – e índigo selvagem e cafeína – capazes de combaterem os papos e as olheiras, revitalizando a pele e dando-lhe um ar mais jovem.


6. FRESH SLATE CLAY & MANUKA HONEY PURIFYING CLEANSER + MASQUE, ALLIES OF SKIN
Um produto de limpeza para o rosto, que também garante hidratação, possui mel de Manuka e ácido salicílico, para uma limpeza profunda dos poros da pele. Da sua composição, consta ainda o cacau, que é um antioxidante, combate os radicais livres e deixa a pele suave e com um aroma agradável. É também de realçar o ácido hialurónico, cártamo e óleo de semente de cânhamo que fazem parte da fórmula e ajudam na limpeza e suavidade da pele.


7. MANTEIGA DE HIDRATAÇÃO INTENSA DE CÂNHAMO, THE BODY SHOP
E para todo o corpo, vá até à Body Shop ou encomende esta manteiga hidratante, que derrete facilmente e garante um efeito hidratante até 4 dias (sim, leu bem!). Uma das razões para estes resultados de longa duração são os componentes do produto, como os óleos de CBD e de cacau, e o facto deste hidratante ser rico em ómegas 3, 6 e 9. É escusado dizer que é o produto mais indicado para peles secas a muito secas.

----------------------------
Créditos: Teresa Campos - 17-04-2019 - Moda e Beleza
postagem: Carlos K Castro



quarta-feira, 8 de maio de 2019

Cultivo de cannábis vai criar 750 empregos em Portugal (...)


O cultivo da planta de canábis para fins medicinais, legalizado e regulamentado em janeiro, vai criar 750 postos de
trabalho em Portugal — entre mão-de-obra agrícola até áreas qualificadas como a farmácia, biologia e engenharia
química. Esta é a perspetiva das quatro empresas que já se estão a instalar neste setor, que partilharam com o Jornal
Económico que já estão a ser investidos valores na ordem dos 160 milhões de euros. No mundo, este mercado vale mais
de mil vezes esse valor.

A Sabores Púrpura, uma empresa de Coimbra mas que tem duas plantações em Tavira, Algarve, foi a primeira a receber
a autorização (renovada anualmente) do Infarmed para participar nesta indústria — ao Jornal Económico, a empresa
indicou que vai investir 100 milhões de euros e criar 400 postos de trabalho.

Estão já a ser investidos 160 milhões de euros no cultivo de canábis para utilização medicinal. Empregos a criar vão desde a mão-de-obra agrícola até áreas especializadas na química e farmácia.

Outra empresa, de Sintra, a RPK Biopharma terá investido 40 milhões na fábrica em Aljustrel e vai criar 150 empregos.

A terceira é a Tilray, uma canadiana que investiu 20 milhões numa fábrica em Cantanhede que está iniciar os trabalhos e
contratou Jaime Gama, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, como consultor de produção. 

Existe, ainda, a Terra Verde, uma empresa que já foi criada em 2014 e opera a partir da região de Setúbal (Ângelo Correia, um histórico do
PSD, terá comprado uma participação de 40% nesta empresa).
------------------------------------------------------------------------
FONTE:
BENJAMIN HERNANDEZ/EPA
09/05/2019 Cultivo de canábis vai criar 750 empregos em Portugal – Observador

sexta-feira, 1 de março de 2019

Canábis ao serviço da beleza e da cosmética (...)

1.-Peter-Thomas-Roth–Green-Releaf-Therapeutic-Sleep-Cream-(Sephora-EUA)
Peter Thomas, Roth Green Releaf Therapeutic Sleep Cream, à venda na sephora.com (EUA - $65). Creme hidratante de noite de rosto (para todo o tipo de pele). Com óleo da semente de canábis derivado do cânhamo (propriedades nutritivas e antioxidantes), retinoid complex (suaviza a aparência de linhas finas, rugas, tom de pele irregular e textura) e aveia coloidal (protege e alivia a irritação da pele). Revitaliza a aparência da pele enquanto dorme, deixa a pele saudável e hidratada.




A canábis é cada vez mais usada na indústria de cosméticos e beleza. A sua utilização nesse tipo de produtos já não é um tabu e as inovações, associando as suas propriedades, são constantes, provando que esta planta traz vários benefícios para a saúde da pele.

Descobrimos cerca de uma dezena de novos produtos que contém na sua composição canábis, droga legalizada em Portugal desde meados de 2018 para fins medicinais – e cuja legalização para fins recreativos vai ser discutida, no Parlamento, na próxima semana, dia 17 de janeiro.

Os produtos infundidos em canábis contêm canabidiol (CBD), um canabinoide não psicoativo (grupo de compostos químicos ativos encontrado na planta de canábis que estimula o equilíbrio no nosso corpo permitindo que os extratos sejam instantaneamente absorvidos tornando-se mais eficazes), encontrado tanto na canábis como no cânhamo. O CBD tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

Já o tetraidrocanabinol (THC), o canabinoide psicoativo com efeitos terapêuticos ainda mais fortes do que o CBD, é uma opção para quem não quer experimentar as propriedades psicoativas desta planta. Com os avanços científicos e tecnológicos, os próximos anos serão de uma visão vanguardista por parte das marcas que usam este ingrediente com propriedades curativas, relaxantes, nutritivas, antioxidantes e regeneradoras. Desde a maquilhagem aos cuidados para a pele, conheça a nova rotina de beleza ao serviço da botânica verde.

Na galeria, em cima, pode ver uma gama de produtos para a pele que já utilizam este tipo de substâncias. Alguns ainda não estão à venda em Portugal, outros estão à venda nos sites de marcas multinacionais e outros ainda deverão chegar ao mercado nacional dentro de um ano.


O futuro da cannabis na indústria da beleza (...)


Cannabis na indústria da beleza


Depois da crise econômica de 2008, muitos paradigmas foram quebrados, mudamos nosso comportamento, nossas atitudes e nossas crenças. A partir deste momento, começamos a avançar em direção a um caminho mais consciente e passamos a escolher melhor a forma como vivemos, os produtos que consumimos e as experiências que buscamos.

Indícios dessas mudanças podem ser notados pela tendência Normcore (2013) que trás para o mercado de moda uma exaltação ao básico e a praticidade; pelo conceito de Lowerism (2015) difundido pela Box1824, que se traduz em consumir menos e avaliar o que realmente é necessário; pelos livros escritos por André Carvalhal (2014) que abordam o espiríto da nova era — o despertar para um desejo de mudanças que influencia a maneira como atuamos até agora; e até mesmo pelo documentário Minimalism (2015) que aborda um resgate àquilo que realmente importa.



Dentro deste contexto, também desde 2008 o setor de beleza está passando por uma longa transformação. Se antes sua preocupação era puramente voltada para a estética, hoje podemos dizer que o setor passa a se preocupar mais com uma consciência ética.

Atualmente, os consumidores buscam um estilo de vida mais saudável, sustentável e ecológico, devido à expansão da sua consciência no que diz respeito ao que estão colocando sob suas peles e os processos por de trás da fabricação destes produtos. Os mercados emergentes geraram uma mudança cultural nas necessidades e desejos de beleza do consumidor, o que indica que nossos hábitos de beleza vão se tornar mais holísticos e personalizados até 2020.

Em um país como os Estados Unidos, onde a liberação do uso medicinal da maconha não é nenhuma novidade, o estudo sobre os benefícios da planta de cannabis encontra-se em um nível mais avançado que em outros países, onde o tema ainda é encarado como tabu.

No segundo semestre desse ano, a Universidade de Northern Michigan anunciou um novo programa de graduação dedicado ao estudo da cannabis, dando mais um passo à frente em direção a um futuro de inovações.

As culturas mais antigas já consideravam a cannabis uma das plantas com propriedades de cura mais poderosas da natureza, sendo usada pra tratar desde hemorroidas até queda de cabelo. Por todos esses benefícios, a popularidade dos produtos de beleza à base de cânhamo vem aumentando, o que se torna um alerta para o setor de beleza e tendências, uma vez que o preconceito com relação à planta também vem diminuindo.

As pesquisas sobre os benefícios de beleza e bem-estar da cannabis ainda é muito recente, no entanto, inúmeras marcas de produtos deste segmento já estão adotando a “erva” como um ingrediente inovador, graças ao poder dos canabinóides. Os canabinóides são componentes químicos encontrados na planta de cannabis e, até onde se sabe, têm poder curativo, justamente por suas propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, além de ser um poderoso antioxidante. Da planta também se extrai o óleo de semente de cânhamo (que tem até 80% de ácidos graxos essenciais, uma das percentagens mais altas entre os óleos vegetais conhecidos no mundo), além de terpenos, esteróis e vitamina E, ingredientes essenciais para a manter a pele hidratada e equilibrada.

Esta indústria emergente mostra que o estigma da cannabis está desmoronando, abrindo novas possibilidades no desenvolvimento de produtos, sendo a beleza apenas um dos muitos setores que hoje abordam a busca pela saúde e bem-estar, que vem se tornando uma prioridade absoluta nas decisões de compra do consumidor.

Em 25 anos não haviam sido notadas tantas mudanças no mundo da cannabis como nos últimos 18 meses. O resultado disso é o surgimento de uma nova atitude em relação a planta, passando do julgamento e do ceticismo para uma compreensão mais aberta de seus benefícios.

Evidências da Tendência

Na última edição do festival SXSW, o painel “Marijuana Legalizada: O que está acontecendo agora”, citava as tendências emergentes no mercado de cannabis, com referências a produtos de beleza e bem-estar.

Já no festival Coachella deste ano, houve uma série de eventos que introduziram o consumo da Cannabis em alimentos e bebidas: Culinary & Cannabis, lançou seu primeiro Canna Spa, onde os participantes receberam massagens com produtos de cannabis. A marca também organizou o Dinner is Dope e o Canna Cocktails, onde os clientes puderam experimentar receitas e infusões mais recentes dos melhores chefs. E ainda o conceito DiD teve o objetivo de educar as pessoas sobre formas de melhorar o consumo de alimentos e como mescla-los com uma dosagem adequada de cannabis para um consumo responsável.



Ainda neste tema, um artigo da Vogue Online com o título “Pode a maconha salvar sua pele e sua vida sexual? Por dentro do novo fenômeno da cannabis para uso tópico” mostra que uma miríade de novas marcas de cannabis beauty estão surgindo no mercado. O artigo aborda os novos usos da cannabis medicinal, e o futuro promissor dessa planta na indústria da beleza, que está se transformando em uma série de loções, balsamos, óleos, sais de banho e benefícios corporais promissores, que vão desde o alívio de dores até a busca de melhores orgamos.

Sim, a saúde íntima também é outro domínio emergente dessa tendência. A marca Foria, aproveitando os beneficios analgésicos e de relaxamento da planta, oferece supositórios vaginais para ajudar nas cólicas menstruais, e também comercializa um produto chamado Pleasure, um lubrificante feito a partir da flor da planta de maconha, um dos mais antigos afrodisíacos conhecidos no mundo, e que garante aumento de libido.

Em Nova York, a dermatologista Ildi Pekar, famosa por estar sempre em busca da próxima descoberta de beleza, começou a experimentar o uso de plantas de cannabis em seus tratamentos de cuidados com a pele e acaba de lançar um sérum contendo CBD, uma substância não psicoativa derivada da maconha.

Na Califórnia, a empresária Claudia Mata é responsável pela Vertly Balm, uma linha de beleza de luxo infundida tanto com CBD quanto com THC. Sua linha de produtos labiais de cânhamo e cannabis, aproveita a tendência de “microdosagem” que oferece doses variáveis de cannabis a 2,5 mg ou menos. Segundo Mata, a manteiga labial promove um estado sutil de tranquilidade e geralmente ajuda a aliviar a ansiedade. A idéia é dar ao usuário os benefícios calmantes da “erva” sem deixá-los “chapados”.




A empresa norte-americana CBD For Life, recentemente adicionou uma linha de produtos para cuidados com a pele derivados de cannabis, incluindo creme para mãos, soro para os olhos e limpadores de rosto.

Entre as outras empresas de beleza e bem-estar que abraçam a tendência no país, estão Mary’s Medicinals, CBD Care Garden, Apothecanna, Herb Essentials e Marley Natural.

No Canadá, o médico Dr. Andrew Kerklaan iniciou sua própria linha de produtos de beleza CBD e THC e, claro, os cosméticos derivados de cannabis são um clássico de Amsterdã.

Ainda, produtos de beleza contendo cânhamo também são vendidos por marcas bem conhecidas, como The Body Shop, ou Holland & Barrett.

Na Itália, cosméticos derivados do cânhamo também podem ser encontrados no “Canapa Caffé” , inaugurado em Roma no ano passado com o objetivo de educar as pessoas sobre os benefícios da cannabis.



A corda bamba de uma tendência emergente

A maconha é classificada como droga ilegal Classe I e por isso se exige que qualquer forma de medicamento ou outro tipo de produto com ingredientes ativos da planta seja comercializado dentro dos limites dos estados que tem a permissão para uso recreativo, limitando a possibilidade de uma distribuição nacional e internacional, o que dificulta o uso promissor da planta chegar até a grande massa.

Como pode essa tendência refletir em outros países, segundo Andy Wyss, diretor de marketing da agência Select World, “atualmente, os consumidores estão priorizando a saúde e o bem-estar e a idéia de beleza interior e exterior. Os consumidores de beleza estão se voltando cada vez mais para práticas “incomuns” ou “místicas”, tais como cicatrização de cristais, remédios à base de plantas, etc. A novidade dos benefícios para a saúde extraídos da maconha se encaixa bem nesta tendência da busca do consumidor por novas formas incomuns e interessantes para atingir seus objetivos holísticos de saúde. Nossos hábitos de beleza deverão se tornar ainda mais holísticos e pessoais, em 2020.”

O “não testado em animais” passa a ser a ordem do dia e existe uma sede real e crescente por cosméticos naturais, sustentáveis e produzidos eticamente. Ao mesmo tempo, o universo de pessoas interessadas em beleza e cuidados com a pele está se diversificando e aumentando. Por isso, no mundo acelerado de hoje, influenciado por mudanças de comportamento e tecnologia, é essencial que as marcas vivam no futuro, mas com os pés no presente.

Adicione a isso tudo o fato de que o luxo agora é sobre saúde, produtos e serviços que são experiências de consumo. Considere também uma mudança na mentalidade do consumidor, junto a uma atitude menos-é-mais e a preferência por investir em qualidade, em vez de quantidade. Por fim, acrescente a demanda por produtos que fornecem cuidados preventivos de longo prazo, e temo aqui o must have das próximas temporadas, dando força a uma tendência que irá perdurar para as próximas gerações.

Fonte: New England Cannabis Consulting
Go to the profile of Andrea S. Pinto
Andrea S. Pinto
Nov 1, 2017

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Produtos à base de plantas de canábis só podem ser vendidos (...)


Produtos à base de plantas de canábis só 
podem ser vendidos através de prescrição médica

O diploma entra em vigor no dia 1 de fevereiro 2019. A regulamentação esclarece que o cultivo e fabrico dos produtos à base de canábis não são autorizadas para uso próprio.

O cultivo, fabrico e comércio da canábis para fins medicinais só pode ser feito depois de autorização da Autoridade do Medicamento, que deve ser atualizada todos os anos.

A regulamentação da lei da canábis para fins terapêuticos foi publicada, esta terça-feira, em Diário da República e estabelece que os produtos à base de plantas de canábis só podem ser vendidos através de prescrição médica, que apenas pode ser passada se os medicamentos convencionais não tiverem os efeitos esperados.

A regulamentação determina que as entidades que tiverem autorização para o cultivo, o fabrico, comercialização ou importação de medicamentos à base da planta de canábis devem renovar o pedido de autorização todos os anos.

O diploma, que entra em vigor no dia 1 de fevereiro, remete para uma portaria a definição da forma como serão feitos os pedidos de autorização.

A regulamentação esclarece ainda que o cultivo e fabrico dos produtos à base de canábis para fins terapêuticos não são autorizadas para uso próprio.

Para introdução no mercado das substâncias à base de canábis é necessária também uma autorização de colocação no mercado, que deve também ser requerida à Autoridade do Medicamento (Infarmed), que tem 90 dias para analisar os pedidos.

Esta autorização de colocação no mercado tem a validade de cinco anos.

Quem colocar no mercado produtos à base de canábis sem autorização está sujeito ao pagamento de coimas que podem ir dos 1.500 aos 3.740 euros, no caso de pessoas singulares, e entre 3.000 a 44.891 euros no caso de pessoas coletivas.

O diploma publicado, esta terça-feira, vem estabelecer que o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos está autorizado à produção de medicamentos e substâncias à base da planta da canábis, ficando dispensado do pedido de autorização, apesar de ter de comunicar ao Infarmed o início da produção.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

O que é CBD ..??? Canabidiol


"Muitos usuários acreditam que o CBD os ajuda a relaxar ... e alguns acreditam que doses regulares ajudam a evitar Alzheimer e doenças cardíacas." Ilustração: George Wylesol"

O produto químico derivado da cannabis não é psicoactivo e embora seja ilegal a nível federal - tem sido aclamado como uma cura para a doença.

No início de maio, um tribunal federal se recusou a proteger o canabidiol (CBD), um produto químico produzido pela planta de cannabis, das autoridades policiais federais, apesar da crença generalizada em seu valor médico.

A decisão foi contrária à evidência existente, que sugere que o produto químico é seguro e pode ter múltiplos usos importantes como remédio . Muitos defensores da maconha consideram-na uma medicina milagrosa , capaz de aliviar condições tão disparatadas quanto a depressão, artrite e diabetes.

A percepção de seus benefícios médicos generalizados fez do químico um grito de guerra para os defensores da legalização.

A primeira coisa a saber sobre o CBD é que ele não é psicoativo; não leva as pessoas para o alto. O principal ingrediente psicoativo da maconha é o tetrahidrocanabinol (THC). Mas o THC é apenas uma das dezenas de produtos químicos - conhecidos como canabinóides - produzidos pela planta de cannabis.

Até agora, o CBD é o composto mais promissor de uma perspectiva de marketing e médica. Muitos usuários acreditam que isso os ajuda a relaxar, apesar de não ser psicoativo, e alguns acreditam que doses regulares ajudam a evitar a doença de Alzheimer e o coração.

Expostos: a maconha medicinal atrai os pais para os EUA para os tratamentos de seus filhos
 Consulte Mais informação
Embora os estudos demonstrem que o CBD possui propriedades anti-inflamatórias, anti-dor e antipsicóticas , só foram realizados testes mínimos em ensaios clínicos em humanos, onde os cientistas determinam o que o medicamento faz, o quanto os pacientes devem tomar, seus efeitos colaterais e em.

Apesar da decisão do governo, a CBD está amplamente disponível ao balcão em dispensários em estados onde a maconha é legal.

A CBD chamou a atenção do público pela primeira vez em um documentário da CNN de 2013 chamado Weed . A peça, relatada pelo Dr. Sanjay Gupta, apresentava uma menina no Colorado chamada Charlotte, que tinha uma forma rara de epilepsia com risco de vida chamada síndrome de Dravet.

Aos cinco anos, Charlotte sofreu 300 grandes apreensões por semana e estava constantemente à beira de uma emergência médica. Através de pesquisas online, os pais desesperados de Charlotte ouviram falar de Dravet com CBD. Era controverso perseguir a maconha medicinal para uma paciente tão jovem, mas quando deram ao óleo de Charlotte extraído de cannabis rica em CBD, suas crises pararam quase completamente. Em homenagem ao seu progresso, a cannabis com altos níveis de CBD é às vezes conhecida como a Web de Charlotte.


O CBD tem sido procurado por suas propriedades curativas. Ilustração: George Wylesol

Depois que a história de Charlotte foi divulgada, centenas de famílias se mudaram para o Colorado, onde puderam adquirir o CBD para seus filhos, embora nem todos tenham experimentado esses resultados que mudam sua vida. Em vez de se mudarem, outras famílias obtiveram petróleo CBD através das redes de distribuição ilegais.

No final de junho, a Food and Drug Administration dos Estados Unidos poderia aprovar o Epidiolex, uma forma farmacêutica de CBD para vários distúrbios convulsivos pediátricos graves. De acordo com dados recentemente publicados no New England Journal of Medicine , a droga pode reduzir as convulsões em mais de 40%. Se a Epidiolex obtiver aprovação, será a primeira vez que a agência aprova um medicamento derivado da planta de maconha. (A FDA aprovou o THC sintético para tratar a náusea relacionada à quimioterapia.)

O Epidiolex foi desenvolvido pela GW Pharmaceuticals , sediada em Londres , que cultiva cannabis em fazendas de controle rigoroso no Reino Unido. Ele embarcou no projeto Epidiolex em 2013, como anedotas do valor da CBD como uma droga para epilepsia que começou a emergir dos EUA.

Embora os pais que tratam seus filhos com o CBD tivessem que prosseguir com base em tentativa e erro, como um remédio popular, eles também tinham de se perguntar se o CDB adquirido no dispensário era fabricado profissionalmente e continha o que o pacote dizia ter feito. A GW trouxe um conhecimento científico e fabricação de grau farmacêutico para este composto promissor.

Felizmente, como o THC, o CBD parece ser bem tolerado; Até onde eu sei, não há incidentes registrados de overdoses fatais de CBD.

Desde que Weed foi ao ar pela primeira vez, as ações da GW subiram 1.500%.

Eu deveria cultivar minha própria erva em casa? Veja o que você precisa saber
 Consulte Mais informação
A primeira droga da GW, Sativex, que contém CBD e THC, está disponível como tratamento para espasticidade relacionada à esclerose múltipla no Canadá, na Austrália e em grande parte da Europa e da América Latina. A empresa também está estudando drogas baseadas em canabinóides como tratamento para transtornos do espectro do autismo, um tumor cerebral agressivo chamado glioblastoma e esquizofrenia.

Outras indústrias, não sujeitas à regulamentação rígida que rege os produtos farmacêuticos, estão ansiosas para desenvolver seus próprios produtos CBD, desde juntas e curativos até cremes e comestíveis para a pele que podem ou não ter uso médico válido.

Em Los Angeles, está entre os mais recentes modismos de bem-estar. Ele pode ser encontrado em coquetéis, e uma loja de sucos de luxo adicionará algumas gotas de azeite infundido com CBD a uma bebida por US $ 3,50.
..........................................................................
Créditos: Texto em Inglês; https://www.theguardian.com/society/2018/may/28/what-is-cbd-cannabidiol-cannabis-medical-uses
-------------------------------------------------------

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Luxemburgo: Permiti Canabis médica (...)


LUXEMBURGO: 
PERMITI A CANNABIS MÉDICA

Países de toda a Europa e do mundo estão repensando sua relação com a cannabis. Quando se trata de legalização, o argumento moral para permitir o acesso dos pacientes à cannabis medicinal é inevitável. Vamos olhar para o Luxemburgo, o último país a legalizar a erva medicinal.

De acordo com o Relatório Europeu de Medicamentos da UE de 2016, os produtos de cannabis foram responsáveis por 78% de todas as apreensões de drogas por parte das autoridades policiais europeias. No entanto, a guerra contra as drogas está perdendo força política na sequência de medidas para legalizar a cannabis. Na própria UE, a Alemanha, a Itália, os Países Baixos e a República Checa começaram a permitir a cannabis para uso médico prescrito. Esses países foram citados pelo primeiro-ministro Xavier Bettel quando ele anunciou que o Luxemburgo logo se juntaria a eles. Este é um sinal encorajador para o movimento de legalização da cannabis em toda a Europa e para além dela. Luxemburgo teve uma história complicada com a maconha, mas mesmo eles estão vendo a luz quando se trata de aplicações medicinais.

LEIS DE CANNABIS NO LUXEMBURGO
O Luxemburgo é um Estado membro fundador da União Europeia situado entre a França, a Alemanha e a Bélgica. Tem sua própria linguagem e cultura distintiva. É também a única monarquia constitucional do mundo que ainda é um grão-ducado. Em suma, este país gosta da sua maneira de fazer as coisas, mas sempre foi sensível às ações de seus vizinhos.
Em particular, a legalização da venda de coffeeshops nos Países Baixos inundou o mercado de rua no Luxemburgo. Grande parte da erva vendida ilegalmente no Luxemburgo é contrabandeada de Maastricht ou Amsterdã. Embora a venda e o uso de ervas daninhas sejam ilegais no Luxemburgo, a posse de quantidades pessoais de cannabis é descriminalizada, acarretando uma multa na pior das hipóteses. O cultivo é legal, mas apenas para cepas com menos de 0,3% de conteúdo de THC.



CANÁBIS MÉDICO
Luxemburgo tem seus próprios pacientes clamando por um suprimento seguro de cannabis regulamentados, especialmente agora que suas aplicações medicinais são mais claramente entendidas. Os pacientes cujas condições são facilitadas ou tratadas com cannabis fazem muito para dissipar os estereótipos cansados que cercam os usuários de cannabis.
Suas histórias são muitas vezes o que desencadeia o primeiro passo para a legalização generalizada. Um movimento no Luxemburgo requerendo a legalização da cannabis medicinal reuniu milhares de assinaturas. O primeiro-ministro Xavier Bettel anunciou que a ministra da Saúde, Lydia Mutsch, formalizará o acesso à maconha medicinal no Luxemburgo.

RESTRIÇÕES
O ministro Mutsch insiste que condições estritas serão postas em prática para se qualificar para o acesso à erva medicinal. Quaisquer estirpes autorizadas ou medicamentos à base de canabinóides terão de ter um teor muito baixo de THC. Eles serão fornecidos apenas através de farmácias dentro de hospitais. Enquanto outras jurisdições deram aos médicos a discrição para determinar se a cannabis é um tratamento adequado, no Luxemburgo, apenas condições severas serão qualificadas. Espera-se que seja permitido para pacientes com câncer submetidos a quimioterapia. Condições neurológicas, como a doença de Alzheimer e a esclerose múltipla, também se qualificam, assim como as condições que causam espasmos musculares graves, dor ou epilepsia.
Esse regime é mais restritivo do que alguns ativistas esperavam, mas poderia sinalizar uma importante mudança social no Luxemburgo. Com a normalização da cannabis como medicamento, mais pessoas a verão como um agente terapêutico benéfico, em vez de uma droga nefasta. O acesso médico pode ser ampliado no futuro, à medida que o impulso internacional para a legalização da maconha continua. Desejamos aos pacientes de Luxemburgo boa sorte!

creditos

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Cannabis cresce a partir de levedura ...

Uma empresa chamada Ginkgo Bioworks promete produzir os ingredientes ativos da maconha a partir de leveduras. Ilustração: George Wylesol


Assim como fazer cerveja artesanal, algumas empresas agora estão usando enzimas de levedura para criar sinteticamente THC e CBD

UNlike outras indústrias de alto crescimento modernas, o negócio pot não requer um doutorado em ciência, ou mesmo um diploma universitário. Grande parte do entusiasmo econômico que envolve a indústria depende do fato de continuar sendo um produto agrícola. Mas nem sempre pode ser assim.

Em setembro, a Ginkgo Bioworks , sediada em Boston , que se autodenomina “a empresa do organismo”, conseguiu um acordo no valor de aproximadamente US $ 100 milhões com o Cronos Group , uma das mais proeminentes empresas de cannabis do Canadá. O Ginkgo promete produzir os ingredientes ativos da maconha a partir de microorganismos geneticamente modificados, como a levedura. A empresa diz que seu processo, que se baseia no campo da biologia sintética, produzirá uma gama muito maior de compostos valiosos com maior pureza e por menos dinheiro que as plantas de maconha.

Na fabricação de cerveja, a levedura funciona essencialmente como uma fábrica, convertendo o açúcar em álcool. O ginkgo planeja modificar o DNA da levedura (ou outro microorganismo) para que suas enzimas convertam uma “sopa” de açúcar, vitaminas, nitrogênio e outros ingredientes em THC, CBD e outros compostos químicos encontrados na maconha. Em vez de crescer nas fazendas, os produtos químicos serão produzidos em cubas gigantes de metal, como as das cervejarias.

Embora certamente apresente desafios, a ciência envolvida está estabelecida, disse Jess Leber, diretor de desenvolvimento de negócios da Ginkgo. "É algo que podemos envolver nossas cabeças muito facilmente".

Esses tipos de tecnologias têm imenso valor na economia principal. Processos semelhantes já são usados ​​para produzir compostos baratos, como aditivos alimentares para animais e humanos. "Esse ácido cítrico não vem de frutas cítricas", disse Leber. Ele descreve a principal inovação da Ginkgo como padronizar a biologia na engenharia biológica.

A empresa também anunciou parcerias não relacionadas à cannabis com um conjunto impressionante de multinacionais, incluindo as firmas de agricultura maciça ADM, Cargill e Bayer Crop Science, e a Ajinomoto, uma empresa japonesa de alimentos e produtos químicos. O Ginkgo também tem uma parceria com a Darpa, o laboratório de tecnologia experimental do Pentágono. As naturezas específicas da maioria desses projetos são confidenciais, mas o site da Ginkgo demonstra como ele produz o óleo de rosa de fermento para a empresa francesa de sabores e fragrâncias Robertet.

Cronos encontrou pela primeira vez Ginkgo quando o último fez uma apresentação em uma conferência de maconha, e é fácil ver por que Ginkgo estava ansioso para se juntar à corrida verde. A planta de maconha é dito para produzir mais de 100 compostos conhecidos como canabinóides. Até agora, no entanto, há apenas um mercado para dois deles, THC e CBD . Um é o material que leva as pessoas à alta e o outro foi aprovado pela FDA para tratar distúrbios graves de convulsões na infância e tem inúmeras outras potenciais aplicações médicas e de bem-estar.

Produtos de saúde de cannabis estão em toda parte - mas eles vivem até o hype?

Como os dois canabinóides mais familiares são imensamente valiosos, há um grande interesse em aprender sobre os outros. Cerca de uma dúzia foram estudadas, mas nenhuma foi encontrada em quantidades maiores do que as encontradas no suprimento comercial de cannabis. Uma vez que o Ginkgo inventou um novo microorganismo, um canabinóide até então raro pode ser produzido de forma barata em grandes quantidades.

Um concorrente da Ginkgo, a Cellibre , sediada em San Diego , diz que planeja usar microorganismos que produzirão canabinóides mais eficientemente que os da Ginkgo. Seu CEO, Ben Chiarelli, comparou com a forma como a insulina era produzida em pâncreas de animais antes que pudesse ser sintetizada a partir de E. coli. (A insulina também pode ser produzida a partir de, você adivinhou, levedura.)

Tampouco a biologia sintética é a única área promissora de desenvolvimento científico. Esta semana, a Canopy Growth , uma grande empresa canadense de maconha, anunciou que iria adquirir a cannabis e tecnologias relacionadas ao cânhamo desenvolvidas pela empresa iniciante Ebbu , no Colorado , incluindo uma maneira de reduzir significativamente o custo de produção de CBD a partir do cânhamo. Se a ciência atingir os marcos designados, o negócio pode valer mais de US $ 300 milhões. (O Canadá acaba de se tornar o maior país a legalizar a cannabis recreativa.)


O valor atual da planta de cannabis para a ciência comercial deve-se ao seu status legal único, bem como à sua química. Por causa da proibição, a usina foi amplamente excluída dos avanços científicos desde a Segunda Guerra Mundial. Isso cria oportunidades para aplicar a ciência existente, como a modificação genética, a essa safra recém-disponível e altamente lucrativa.


---------------------------------
Créditos: Texto em Inglês https://www.theguardian.com/society/2018/oct/22/cannabis-from-yeast-synthetic-biology-cbd
---------------------------------------------------

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Quem fuma cannabis faz MAIS e MELHOR SEXO



A marca de preservativos Skyn fez uma pesquisa massiva chamada “2015 Millennial Sex Study” com 5117 pessoas entre 18/34 anos e está a divulgar os resultados a pouco e pouco. 


creditos... 




sábado, 26 de janeiro de 2019

O CBD pode substituir o Ibuprofeno na dor (...)



O CBD PODE SUBSTITUIR O IBUPROFENO NA DOR E NO CONTROLE DA INFLAMAÇÃO?

A cannabis tem sido usada há séculos para aliviar a dor. A pesquisa está agora explicando a interação entre os cannbinoides e seus efeitos analgésicos e anti-inflamatórios no corpo, confirmando o CBD como uma alternativa poderosa para os antiinflamatórios não-esteróides, como o ibuprofeno.


Dor e inflamação fazem parte da vida de todos. Esses eventos são reações naturais do nosso corpo, desencadeando uma tentativa de autocura, que geralmente é bem-sucedida. Quando a dor aumenta, também é natural buscar ajuda de fora do corpo. Os antiinflamatórios não-esteroidais, ou AINEs, são os analgésicos e antiinflamatórios mais comuns para condições que não são muito graves.

O ibuprofeno é um dos medicamentos anti-inflamatórios mais comuns, descoberto em 1961 e hoje disponível sob vários nomes comerciais. Outros AINEs comuns incluem aspirina, diclofenaco, cetoprofeno e outros mais. Eles são eficazes na redução ou eliminação da dor, inflamação, febre, dores de cabeça, artrite reumatóide e outros, mas esses medicamentos têm sérios efeitos colaterais, como úlceras, azia, dores de cabeça, tontura, doenças hepáticas ou renais, pressão alta, ataque cardíaco. e acidente vascular cerebral.

Ibuprofeno vs Cannabis para combater a inflamação




COMO FUNCIONA O IBUPROFEN
Quando o corpo sofre uma lesão, compostos chamados prostanoides são produzidos. Estes incluem prostaglandinas, que estão envolvidas na inflamação e tromboxane, que está envolvido na coagulação do sangue. Estes compostos são produzidos por enzimas ciclooxigenases denominadas COX-1 e COX-2.

Como outras drogas antiinflamatórias e de controle da dor, o ibuprofeno inibe a liberação desses compostos químicos gerados pela resposta do nosso corpo a uma lesão, trauma ou infecção. O ibuprofeno inibe a produção de prostaglandinas diminuindo a atividade da enzima ciclooxigenase, mas, assim como a aspirina, o ibuprofeno é um inibidor não-seletivo da COX. Isso significa que inibe as enzimas COX-1 e COX-2, podendo causar mais efeitos colaterais do que outros AINEs selecionados. No entanto, o ibuprofeno é eficaz contra os sintomas da dor geral, dor de cabeça, inflamação ou dano nas articulações, febre, artrite reumatoide, gota, lesões musculoesqueléticas menores e doenças reumáticas. Ainda assim, muitas pessoas fazem grande uso desta droga sem estar plenamente conscientes dos seus efeitos colaterais e riscos para a sua saúde.

NOVOS CANAIS BIOQUÍMICOS PARA CONTROLE DE DOR
O sistema endocanabinoide é principalmente ativo no controle da dor em nível do sistema nervoso central, mas também é ativo nos sistemas periféricos contra sintomas dolorosos e pruriginosos de inflamação gerados por dermatites e alergias. Através de sua ação em nosso sistema endocanabinóide, os canabinóides são capazes de modular os limiares de dor e inibir a liberação de moléculas pró-inflamatórias , assim como o ibuprofeno. Além disso, eles exercem efeitos sinérgicos com outros sistemas em nosso corpo que modulam a dor, como o sistema opioide endógeno .

Estudos pré-clínicos e clínicos comprovaram os efeitos antiinflamatórios e de controle da dor dos canabinoides , sugerindo que os derivados de cannabis podem ser úteis no tratamento de doenças relacionadas à dor aguda ou crônica , mesmo em condições muitas vezes refratárias às terapias convencionais. Em particular, o CBD é capaz de reduzir o processo inflamatório, diminuindo a produção de citocinas pelo  sistema imunológico e inibindo alguns dos receptores responsáveis ​​pela percepção da dor.




Vários ensaios clínicos demonstraram a segurança e a eficácia do THC e do CBD no manejo de dor neuropática central e periférica , artrite reumatoide e dor oncológica. Como consequência, a Agência Mundial Antidopagem (WADA) removeu recentemente a CBD de sua lista de substâncias proibidas. Isso permitiu que muitos atletas profissionais se juntassem a outros pacientes para testar o CBD como substituto do ibuprofeno ou de outros medicamentos anti- inflamatórios e de controle da dor.

Os canabinóides têm mecanismos analgésicos diferentes dos do ibuprofeno ou outros medicamentos prescritos e, apesar do volume crescente de pesquisas, a dinâmica de múltiplas interações entre os canabinóides e nosso corpo não é totalmente compreendida. Pesquisas em laboratório sobre como os receptores canabinóides interagem com os mecanismos da dor estão progredindo, mas os ensaios clínicos estão avançando lentamente.
No entanto, a confirmação científica da ampla gama de benefícios dos canabinóides trouxe milhares de pacientes para usá-los para parar ou reduzir o uso de analgésicos, diminuindo assim os efeitos colaterais de curto e longo prazo do ibuprofeno ou outros AINEs. Ao contrário de muitos medicamentos prescritos, os efeitos colaterais do THC são geralmente bem tolerados, enquanto os efeitos colaterais do CBD são mínimos. O canabidiol não altera a frequência cardíaca ou a pressão sanguínea e não exerce efeitos gastrointestinais negativos. Não causa tontura ou qualquer tipo de deficiência mental ou física temporária que o THC possa gerar. Apesar disso, o CBD interage fortemente com os receptores que afetam nossa percepção da dor, resultando em um efeito analgésico eficaz e relaxante.

VEJAM VÍDEO ...



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Os 10 Benefícios do Óleo de Cannabis Para Saúde (...)





Os 10 Benefícios do Óleo de Cannabis Para Saúde

Os Benefícios do Óleo de Cannabis são variados, pois, o Óleo de Cannabis possui uma grande quantidade de nutrientes que são essenciais para saúde geral do corpo. Além disso, o Óleo de Cannabis tem alguns dos benefícios mais importantes para a saúde, que inclui sua capacidade de reduzir o estresse e a ansiedade, melhorar a qualidade do sono, aumentar o apetite e otimizar a digestão, reduzir a dor, prevenir certos tipos de câncer, fortalecer a saúde do coração e proteger sua pele, dentre outras.

O Óleo de Cannabis é um dos óleos mais incomuns na gama de óleos essenciais, simplesmente por causa da planta a partir da qual é derivada. Embora a cannabis tenha sido usada ​​há milhares de anos como uma erva que cresce naturalmente, sua reputação como droga em muitas partes do mundo complicou a relação entre usuários do Óleo de Cannabis e as autoridades em certas partes do mundo. No entanto, o Óleo  de Cannabis é um óleo extremamente benéfico e é amplamente considerado como um dos óleos mais eficazes para o alívio de certas doenças.
O Óleo de Cannabis é um líquido verde que é considerado altamente volátil, seus componentes são muito poderosos, incluindo monoterpenos, sesquiterpenos e outros compostos orgânicos altamente ativos.




O Óleo de Cannabis é feito e distribuído principalmente na França e em vários outros países europeus, mas a sua exportação é um pouco limitada, por causa das ramificações legais do qual o Óleo de Cannabis é derivado.

Além de suas extensas aplicações medicinais, o Óleo de Cannabis também é encontrado em perfumes, sabonetes e velas, além de um pouco de uso em alimentos. Considerando que este óleo é tão poderoso, e quantidades muito pequenas são suficientes para que ele tenha um efeito considerável. Então, confira



Os 10 Benefícios do Óleo de Cannabis Para Saúde:

Benefícios do Óleo de Cannabis Para Ansiedade e Estresse: 
Um dos usos mais populares e bem conhecidos do Óleo de Cannabis é no alívio do estresse e ansiedade. Os compostos naturais encontrados no Óleo de Cannabis, incluindo o famoso THC, que é o que dá à cannabis a distinção de uma droga em muitos países, é muito boa para liberar hormônios de prazer e relaxar a mente, reduzindo o estresse e induzindo sensação de calma e relaxamento.

Benefícios do Óleo de Cannabis Para Problemas de Sono: 
Para as pessoas que sofrem de insônia, ansiedade constante, ou simplesmente lutam para obter uma noite sonora e repousante, temos a solução que você precisa, o Óleo de Cannabis funciona como um remédio natural para esse tipo de problema. Ao relaxar o corpo e a mente, e induzir um nível de energia mais baixo, será mais fácil reduzir sua freqüência cardíaca e limpar a cabeça antes de uma longa noite de sono.

Benefícios do Óleo de Cannabis Para Aumentar o Apetite: 
Sabe-se que as pessoas que consomem cannabis em outras formas, recebem um aumento de apetite considerável, esse aumento de apetite é conhecido como “munchies”.No entanto, o Óleo de Cannabis pode ajudar a regular o seu apetite e induzir a fome, enquanto também estimula o seu sistema digestivo a operar a um nível mais regular. Isso pode ajudar as pessoas que querem ganhar peso rapidamente, particularmente após uma doença prolongada ou recuperação de lesão.

Benefícios do Óleo de Cannabis Para Alívio da Dor: 
O Óleo de Cannabis funciona como um grande analgésico e é regularmente sugerido para pessoas com inflamações e dores crônicas.Existe uma ótima razão para as pessoas que sofrem de câncer recorrerem frequentemente a opções relacionadas à cannabis, incluindo o Óleo de Cannabis, principalmente quando a dor da quimioterapia ou a própria doença se tornam insuportáveis.

Benefícios do Óleo de Cannabis na Prevenção do Cancro (Cancer): 
Embora ainda haja alguma controvérsia sobre isso, e uma grande quantidade de pesquisas ainda em andamento, os primeiros relatórios mostraram que os ingredientes ativos no Óleo de Cannabis podem ter efeitos preventivos sobre o câncer e também podem causar redução no tamanho do tumor.

Benefícios do Óleo de Cannabis Para Saúde do Coração: 
O Óleo de Cannabis ajuda a melhorar a saúde do coração e a equilibrar os óleos negativos em seu sistema. Também estimula no processo de antioxidação, raspa o excesso de colesterol e maximiza a saúde do seu sistema cardiovascular.

Benefícios do Óleo de Cannabis Para Proteção da Pele: 
Os componentes poderosos do Óleo de Cannabis também são usados ​​para proteger a pele e podem ser consumidos e aplicados externamente para alcançar esse importante efeito. Óleo de Cannabis pode estimular uma descamação da pele morta e um crescimento mais rápido da pele saudável e brilhante. Também é conhecido por prevenir rugas e sinais de envelhecimento, ao mesmo tempo que protege contra eczema e psoríase.

Benefícios do Óleo de Cannabis Para Glaucoma: 
Em termos de saúde ocular, o Óleo de Cannabis foi associado a uma redução no glaucoma e à prevenção da degeneração macular. A saúde dos olhos é uma das principais razões pelas quais as pessoas se voltam para o óleo de cannabis à medida que envelhecem.

Benefícios do Óleo de Cannabis Para Dores de Cabeça: 
Aplicar o óleo de cannabis nas têmporas ou nas manchas de intensidade para uma enxaqueca ou dor de cabeça pode ser uma maneira eficaz de obter alívio. Muitas pessoas se voltam para o Óleo de Cannabis devido à sua poderosa defesa contra dores de cabeças e enxaquecas.

Palavra de Cautela Sobre o Óleo de Cannabis: 
Embora esta lista mostre claramente que o  Óleo de Cannabis pode ser um remédio efetivo para muitas condições de saúde comuns, ainda é uma substância química potente extraída de uma planta com substâncias psicotrópicas. Portanto, você sempre deve ter muito cuidado com o uso desse  Óleo de Cannabis, incluindo a quantidade que você usa e as condições em que você o usa. Sempre consulte um especialista antes de adicionar novos elementos ao seu regime de saúde. Além disso, o uso de cannabis é restringido / proibido por muitos países, então consulte o especialista em saúde local antes de usar.




Revisão Geral pela Dra. Ana Karolynne Gonçalves - (no G+)